O que leva um aluno a praticar o Bullying? Qual é a real
intenção por traz de apelidos e ofensas? Qual é o sentimento expressado por
ele? O que fazer diante essa situação? Quem deve ajudar? Qual o papel da família?
São tantas perguntas que chegamos a ficar confusos. O bullying
nada mais é do que a agressão verbal ou física entre alunos de uma mesma faixa
etária. Muito comum em escolas públicas e privadas, vem afetando um grande
numero de alunos, principalmente nas escolas publicas, onde em muitos casos não
há orientação dos pais. Sem o apoio da família, fica complicado lidar com um problema cada vez maior.
Mas o que leva um aluno a praticar o bullying?
Em muitos casos, os agressores são alunos que querem se sobressair
de alguma forma e encontram em outros alunos uma maneira de se expressarem, os
oprimindo. Cabe ao orientador educacional junto à família (quando possível)
descobrir o motivo desses alunos agir assim, através da conversa, conscientizando-o
de seus atos e tratando o problema desse aluno.
Temos que ter outro olhar sobre esse aluno agressor, pois em
muitos casos ele pode ser uma vitima de problemas emocionais graves que podem
estar levando-o a agir de tal forma.
As vitimas muitas vezes não sabem lidar com o assedio
sofrido na escola, e desenvolvem problemas emocionais que por muitas vezes não
expressam aos professores ou pais porque se sentem oprimidos ao ponto de não acreditarem
que compartilhar o problema vai resolver. Falta-lhe confiança.
Devemos entender que como educadores estamos
formando pessoas para enfrentar a vida, e temos que junto com a família (quando
possível) solucionar o problema por meio de orientação educacional, trabalhando
a autoestima da vitima e incentivando-a a compartilhar o assunto e ajudando ela
a lidar com seus sentimentos.
Alunos: Eva Julia da Silva Hercules Marinho 14112080504
A trajetória do pedagogo enquanto orientador educacional e supervisor
escolar remonta mais de um século de história. O americano Frank Parsons foi um
dos precursores nas tentativas de aconselhamento, orientação e assessoria
pedagógica. Em 1908, Frank dava em Boston, Estados Unidos, os primeiros passos
na direção de uma orientação educacional dos alunos “fora dos sistemas educativos
formais” (GRINSPUN, 2001, p. 17). Não demorou muito e, no Brasil, como em todos
os países era implantado, ainda que inicialmente voltado para a escolha de uma
profissão ou ocupação, um trabalho de orientação educacional.
Ligado à orientação educacional e à supervisão escolar, o pedagogo foi
pouco a pouco sendo desafiado a repensar e alargar seu campo de atuação dentro
da escola. Mais do que especialista ou ‘catedrático’ em uma determinada área do
conhecimento, precisava ele mostrar-se apto também no serviço de aconselhamento
acadêmico, de seleção e orientação profissional.
Ainda na década de 20, o governo brasileiro mostrava-se interessado em
promover o acesso à educação para todas as pessoas. Era preciso, a qualquer
custo, ‘abafar os descontentamentos’ com a grave crise social e política que
assolava o país. O caminho mais curto era facilitar, pela escolaridade, a ascensão
social. Já na década de 30 é o ‘Manifesto dos Pioneiros’ que vai selar outro passo
importante na história de implantação da orientação e supervisão pedagógica dentro
do espaço escolar. Questionavam-se os princípios e procedimentos educacionais
vigentes, fomentando a busca de uma educação integral do ser humano. Em dois
anos, a Associação Brasileira de Educação estaria oferecendo um “curso de
extensão sobre a orientação educacional. Contudo, certa indefinição pairava ainda
no ar quanto às funções da orientação educacional e a de seus profissionais. Qual
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papel deveria desempenhar nas escolas? Só em 1942, com a orientação
educacional já regulamentada pelas “Leis Orgânicas do Ensino Industrial”, o
pedagogo enquanto orientador educacional viria a ser considerado o ‘ajustador’ de
cada aluno à escola, à família e à sociedade (GRINSPUN, 2001, p.21).
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1961 consolidaria, até
praticamente 1996, a legitimação da orientação educacional dentro do espaço
escolar, de modo especial para os cursos assim denominados primário e secundário.
Dentre as principais funções do orientador educacional destacavam-se: “a) Informar
aos alunos sobre as oportunidades profissionais advindas com o êxito nos estudos;
b) Conduzir individualmente cada aluno no processo de discernimento e escolha
profissional; c) Achegar-se do aluno e sua história pessoal para melhor conhecê-lo e
ajudá-lo” (GRINSPUN, 2001, p. 27). Processo semelhante também se deu em
relação à supervisão escolar.
Antes mesmo da aprovação da última Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional em dezembro de 1996, efervesciam inúmeras reflexões e
iniciativas sobre os rumos da educação no século XXI. “Um professor destituído de
pesquisa, incapaz de elaboração própria é figura ultrapassada, uma espécie de
sobra que reproduz sobras. Uma instituição (...) que não sinaliza, desenha e provoca
o futuro, encalhou no passado” (DEMO, 1994, p.27-28). Em educação, a ousadia
deve ser constante para o sonho não acabar. A capacidade de antever o futuro é
uma delas.
Se nos primórdios da humanidade, o pedagogo distinguia-se pela
incumbência de conduzir os infantes à cultura e à escolaridade, qual deveria ser,
então, o papel dele na atualidade? Face ao cotidiano escolar, à realidade cultural do
Brasil e à legislação educacional vigente, enveredar por caminhos alternativos é
sinal de sabedoria. É construir identidade institucional. Tanto é que, atualmente, o
pedagogo, incumbido da função de orientador educacional e supervisor escolar,
passa a desenvolver na sua instituição de ensino um trabalho de gestão de todas as
atividades acadêmicas, vivência familiar, escolar e social de seus alunos. “É ele,
antes de tudo, o “mediador” junto aos demais protagonistas da escola no resgate de
uma ação mais efetiva e de uma educação de qualidade” (MEZOMO, 1994, p.30).
Trata-se de um universo de trabalho, planejamento, administração e
articulação das atividades do cotidiano escolar. Como nunca, a questão do
pedagogo vem encontrando ressonância no pensamento dos pensadores e
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educadores da atualidade. “Educar para compreender a matemática ou uma
disciplina determinada é uma coisa; educar para a compreensão humana é outra”
(MORIN, 2000, p. 93). Atinar para os princípios e as cegueiras do conhecimento,
ponderar a fragilidade da condição humana, sensibilizar-se pelo cuidado com o
planeta terra, enfrentar as incertezas, respeitar as diferenças culturais e lançar as
sementes de uma nova ética do gênero humano é a grande tarefa do educador de
hoje. Assessorar o processo de superação destes e de tantos outros desafios dentro
do espaço escolar torna-se cada vez mais imprescindível.
Segundo Freire (2000, p.73), “o professor autoritário, [...] o mal-amado,
sempre com raiva do mundo e das pessoas, (...) frio, burocrático, racionalista,
nenhum desses passa pelos alunos sem deixar sua marca”. A capacidade e a
iniciativa de auto-avaliar-se, de mudar e de investir energias no cultivo da
‘amorosidade’ é o que ‘faz’ a diferença. É o que realmente forma e suscita
crescimento. É o ‘segredo’ de uma escola em relação a tantas outras. É o motivo
pelo qual um pedagogo é preterido a qualquer outro que faz parte do corpo docente
de uma mesma instituição de ensino.
Segundo Delors (1999, p. 52), “a educação não pode contentar-se com
reunir pessoas, fazendo-as aderir a valores comuns forjados no passado. Deve,
também, responder à questão: viver juntos, com que finalidades, para fazer o quê?”.
Não é preciso aqui apresentar grandes apologias sobre os novos horizontes que a
educação passou a ter com a chegada do século XXI. Dialogar e atuar em harmonia
com os demais profissionais da escola é condição para que o trabalho de orientação
educacional e de supervisão escolar obtenha êxito ‘dentro’ e ‘fora’ da escola,
principalmente no que diz respeito à solidariedade e ao espírito cívico.
Atualmente
diante a realidade escolar que abrange a violência de alunos dentro de sala de
aula, a desvalorização do professor
dentre outros fatores, ser professor vem se tornando cada vez mais desafiador.
Muitos profissionais na educação vem sendo atingido pela exaustão, perda de
energia, esgotamento o que o faz ter uma baixa realização profissional. Mas o que fazer diante dessa realidade ? Baixo veremos uma matéria que retrata sobre o
problema.
“Uma pesquisa realizada pela psicóloga Nádia Maria
Beserra Leite, da Universidade de Brasília (UNB), com mais de oito mil
professores da educação básica da rede pública na região Centro-Oeste do Brasil
revelou que 15,7% dos entrevistados apresentam a síndrome de Burnout, que
reflete intenso sofrimento causado por estresse laboral crônico. “A enfermidade
acomete principalmente profissionais idealistas e com altas expectativas em
relação aos resultados do seu trabalho. Na impossibilidade de alcançá-los,
acabam decepcionados consigo mesmos e com a carreira”, explicou.
De acordo com Nádia, obter 15,7% num universo de
oito mil não é desprezível. Caso o índice seja o mesmo em todo o país, por
exemplo, então mais de 300 mil professores brasileiros convivem com a síndrome,
isso somente no ensino básico. Entre outras conseqüências, tal cenário levaria
a um sério comprometimento na educação de milhões de alunos.
Os dados foram revelados por meio de um
questionário aplicado no Sistema de Avaliação da Educação Básica, em 2003, mas
somente analisado em 2007. O questionário permite identificar a incidência dos
três sintomas que caracterizam a síndrome: exaustão emocional, baixa realização
profissional e despersonalização. Com relação ao primeiro sintoma, 29,8% dos
professores pesquisados apresentaram exaustão emocional em nível considerado
crítico. Quanto à baixa realização profissional, a incidência foi de 31,2%,
enquanto 14% evidenciaram altos níveis de despersonalização.
Em entrevista ao Jornal do Professor, a psicóloga
explica como os professores podem identificar a síndrome e o que devem fazer
para tratá-la.
1. O que é a síndrome
de Burnout? Como ela se diferencia do estresse?
Burnout
é um estado de sofrimento que acomete o trabalhador quando este sente que já
não consegue fazer frente aos estressores presentes no seu cotidiano de
trabalho. Diferentemente do estresse, que se caracteriza pela luta do organismo
no sentido de recobrar o equilíbrio físico e mental, a síndrome de Burnout
compreende a desistência dessa luta. Por isso se diz que Burnout é a síndrome
da desistência simbólica, pois embora não se ausente fisicamente do seu
trabalho, o profissional não consegue se envolver emocionalmente com o que faz.
2.
O que leva o professor a desenvolver a síndrome?
Burnout
é resultado de longa exposição aos estressores laborais crônicos, sendo mais
freqüente em profissões com altas demandas emocionais e que exigem interações
intensas, como é o caso, por exemplo, dos professores e dos profissionais de
saúde. No caso dos profissionais de saúde, as demandas emocionais estão ligadas
à compaixão, à onipotência de poder salvar vidas e à impotência por perdê-las.
Já no caso do professor, as demandas são de outra natureza; estão relacionadas
ao cuidado, à possibilidade ou não de se estabelecer um vínculo afetivo com o
aluno que favoreça o processo de aprendizagem e permita ao professor realizar
um bom trabalho.
Essas
demandas emocionais, no caso do docente, são inerentes a sua profissão, podendo
ser agravadas, por exemplo, por políticas educacionais que aumentem a
sobrecarga de trabalho sem a devida contrapartida, ou por condições inadequadas
de trabalho, ou pela presença de alunos particularmente difíceis (alunos
violentos, com grande déficit de aprendizagem) ou ainda pelo sentimento de
injustiça, de não reconhecimento do seu esforço e da importância do seu papel
na sociedade.
3.
Quais são os principais sintomas dessa síndrome?
Os
principais sintomas de Burnout são exaustão emocional, despersonalização e
sentimento de baixa realização profissional. A exaustão emocional é uma
sensação de perda de energia, de esgotamento, quando o profissional comumente
relata que, embora querendo, já não consegue mais se envolver emocionalmente
com o seu trabalho. Em decorrência dessa exaustão surgem dois mecanismos
reativos, a despersonalização, que é o desenvolvimento de atitudes negativas em
relação às pessoas destinatárias do trabalho (cliente, usuário) e o sentimento
de baixa realização profissional, ou seja, uma sensação de fracasso
profissional, de ineficácia.
4.
Quais cuidados os professores podem tomar para evitar a síndrome?
Em
tese, qualquer movimento no sentido de reduzir a vulnerabilidade do professor
aos estressores do seu cotidiano, particularmente aqueles relacionados com as
demandas emocionais, seria uma medida preventiva no sentido de minimizar as
possibilidades de o indivíduo vir a desenvolver Burnout. Dessa forma,
aplicam-se à prevenção de Burnout, todas as estratégias voltadas para ajudar o
indivíduo a lidar com o estresse. Por isso, o apoio dos pares e da direção da
organização é tão importante. A direção da escola tem papel fundamental no
sentido de minimizar problemas estruturais como, por exemplo, condições de
trabalho inadequadas. Com relação aos colegas, a troca de vivências e de
problemas comuns favorece a reorganização cognitiva no sentido de o trabalhador
rever suas expectativas e encontrar formas possíveis de lidar com suas frustrações,
e ideais inalcançáveis.
5.
Como os professores podem saber se estão com a síndrome ou não? Tem algum exame
específico? Eles devem procurar um psicólogo?
O
diagnóstico de Burnout pode ser feito por exame clínico, com profissional da
área de saúde (médico, psicólogo) que efetivamente conheça os sintomas da
síndrome, e por meio de instrumentos psicológicos elaborados especificamente
para fazer essa avaliação. É importante que em ambos os casos a avaliação seja
feita por profissional com formação adequada em relação ao fenômeno específico.
Entretanto, é admissível que o próprio professor, ao tomar conhecimento dos
sintomas de Burnout, identifique com razoável precisão que está vivendo esse
processo. Nesse caso, é recomendável que ele busque ajuda psicológica.
6.
Uma vez constatada a síndrome, o que os professores podem fazer para melhorar?
É
altamente desejável que o profissional com Burnout tenha acesso a atendimento
especializado, tanto médico quanto psicológico. Além disso, a participação da
direção da organização e dos colegas pode ajudar muito, tanto na prevenção
quanto na recuperação. Nos profissionais de saúde, medidas interessantes já vêm
ocorrendo: profissionais que trabalham, por exemplo, em UTIs, prontos socorros
e áreas mais críticas, por iniciativa própria ou por sugestão da instituição
onde trabalham, fazem reuniões periódicas (grupos de reflexão) em que discutem
suas angústias, suas limitações, buscam alternativas possíveis para os
problemas e se preparam psicologicamente para se alegrar com o sucesso (mesmo
que em pequena proporção) como forma de fazer frente ao insucesso freqüente.
Meu estudo demonstrou que esse suporte social no trabalho é um grande aliado na
redução dos níveis de Burnout.”
Recentemente na escola em que trabalho, os alunos foram participar de uma evento fora
da escola, por isso saíram em grupos acompanhados de seus professores ,
andando,já que o evento seria perto da
escola. Um adolescente de 16 anos chegou perto do grupo e começou a xingar um
dos alunos que sempre teve um comportamento agressivo e desrespeitoso com os
funcionários da escola. Os dois entraram em luta corporal e ao serem separados
o rapaz fez ameaça de morte ao aluno .
Retornando a escola e agora na presença da
direção, da orientação educacional soube-se que o início do problema teve com
xingamentos trocados no Facebook . Foi solicitada a presença do responsável , pai do
nosso aluno que é guarda municipal. O pai questionou a posição da escola que
não havia informado a ele que o aluno tinha problemas ? A culpa então passou a
ser da escola na visão do pai . Assim ele foi orientado a conversar e saber dos
problemas do filho fora da escola- o que conversa na internet, os amigos -e que da parte de aprendizado escolar ele
poderia questionar, mas das atitudes e sobre ocomportamentoisso dependia da
família . Posteriormente houve reunião de pais e esse mesmo pai não compareceu
a reunião e finalmente retirou o aluno da escola. Na sua fala e atitudes
demonstrou-nos porque o aluno tinha esse comportamento agressivo:Seu filhoera o reflexo do pai que se espelhava em suas atitudes arrogantese
autoritárias. A violência é algo complexo e deve-se entender os contextos
sociais e psicológicos nas manifestações
de violência para tentarmos buscarmos alternativas de ação dentro das escolas.