segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Os principais desafios do gestor democrático na atualidade


Por: tatiana raquel wilde lopes
RESUMO:
Este artigo tem por objetivo analisar questões fundamentais e os novos desafios à gestão escolar, em face das novas demandas que a escola enfrenta, no contexto de uma sociedade que se democratiza e se transforma.
No contexto da educação brasileira, tem sido dedicada muita atenção à gestão na educação que, enquanto um conceito novo, superar o enfoque limitado de administração, se assenta sobre a mobilização dinâmica e coletiva do elemento humano, sua energia e competência, como condições básicas e fundamentais para a melhoria da qualidade do ensino.
A gestão da escola se traduz no dia a dia como ato político, pois implica sempre numa tomada de posição dos pais, professores, funcionários, estudantes e de toda a comunidade escolar, pois a função social da escola é melhorar através das parcerias os resultados do ensino, consolidando o compromisso com a comunidade deixando-a participar, tomar suas decisões, lutar pelo seu ideal o que com certeza propiciará na escola a gestão democrática, onde sua construção não pode ser individual, pelo contrário precisa ser coletiva. Então, como ser um gestor democrático de sucesso em tempos de tantas mudanças, carências, individualismo e falta de parceria com as famílias?
Palavras-chave: Desafios; Gestão Democrática; Parceria; Coletivo.
Especialista em Educação, nomeada na Rede Municipal da cidade de Gravataí - RS. Atua na Escola Municipal de Ensino Fundamental Vinícius de Moraes, como supervisora educacional das séries iniciais do ensino fundamental. Bolsista da UFPEL – Pólo Universitário de Santo Antônio da Patrulha – Curso de Contabilidade. Graduada em Pedagogia – com ênfase em Supervisão Educacional (ULBRA). Especialização em Psicopedagogia Institucional (UCB). Cursando Administração de Empresas (ULBRA).
A LEGISLAÇÃO ESTÁ FAVOR DA GESTÃO?
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Brasileira – LDBEN – Lei nº. 9394/96 nos dá um rumo a seguir, mas não esclarece como devemos fazer acontecer estes princípios nas nossas escolas. No texto: O Projeto Pedagógico na Gestão Democrática de Leonora Pilon Quintas, ela coloca ser necessário ressaltar, que nestes artigos está decretado a gestão democrática com seus princípios vagos, apenas aponta o lógico, não estabelece diretrizes bem definidas para delinear este tipo de gestão, embora indique que todos os envolvidos precisam participar.
Para compreender os processos de reformas que vão ocorrendo em nossas escolas, precisamos entender e nos adaptar às mudanças que surgem na sociedade, pois é impossível debater sobre qualquer estrutura educativa sem antes situá-la no seu aspecto histórico e social. Este processo passa necessariamente pela maneira de como o homem em um dado contexto analisa sua realidade, seu mundo, percebendo-se como um ser que faz o seu tempo e o seu espaço, um transformador subjetivo da sua realidade que racionalmente analisa, modifica.
É importante lembrarmos de que nada adianta uma Lei de Gestão Democrática do Ensino Público que “concede autonomia” pedagógica, administrativa e financeira às escolas se diretor, professores, alunos e demais atores do processo desconhecem o significado político da autonomia, neste contexto esta autonomia parece ser um presente para a escola, enquanto na verdade deve ser uma construção contínua, individual e coletiva.
No entanto, a gestão democrática pode ser a melhor maneira de conseguir que os objetivos educacionais sejam voltados à formação, entende-se assim que todos os sujeitos envolvidos com o processo educacional devem com ele comprometer-se e atuar. Nesse sentido, a participação seria a expressão maior do que aqui entendemos por gestão democrática; primeiro, do ponto de vista mais estritamente político e numa perspectiva democrática, para que um real controle da coisa pública se efetive, a participação deveria ocorrer em todos os níveis e instâncias de decisão junto à escola. Mas não menos importante, do ponto de vista da qualidade da educação, a participação é entendida como necessária, já que a interação – respeitando-se as peculiaridades de cada instituição – entre a família e a escola permitiria um mútuo acompanhamento e, ainda, uma troca de experiências que poderia enriquecer as possibilidades de ação junto às crianças, além da garantia dos seus direitos. Porém, os pais ou responsáveis pelos alunos estão cada vez mais distantes e delegando para as Escolas suas próprias funções.
A NOVA ESCOLA ADAPTANDO-SE A NOVA SOCIEDADE
No texto Desafios do Gestor Escolar para a Mudança Organizacional da Escola, Janialy Alves Araújo Três, coloca que as diversas mudanças sociais, econômicas e políticas ocorridas no mundo requerem que a escola atenda as exigências impostas pelo novo modelo de sociedade, onde as organizações escolares estão passando por vários desafios e mudanças. Justamente esta nova sociedade, a que está necessitada de novos conhecimentos instiga essas transformações, tornando importantes aspectos como a inovação, competitividade e produtividade.
De acordo com Penin & Vieira (2002, In VIEIRA, 2002,pág. 13) a escola sofre mudanças relacionando-se com os momentos históricos. “Sempre que a sociedade defronta-se com mudanças significativas em suas bases sociais e tecnológicas, novas atribuições são exigidas à escola”, assim o papel da escola deve estar de acordo com os interesses da sociedade atual, no entanto é necessário também adaptar-se a essas novas atribuições e envolver todos que atuam na escola para que o resultado seja positivo. Sendo assim, a gestão da escola precisa se empenhar para reestruturar a escola, pois neste contexto de mudança e transformação a escola e todos os seus profissionais precisam cada vez mais investir em conhecimento e aplicá-lo para que a escola aumente sua capacidade de criar e inovar, no entanto vale lembrar que  qualquer mudança gera medo, conflitos, resistência... E a participação dos pais torna-se indispensável para o sucesso desta mudança.
Cabe ressaltar que a gestão escolar é uma dimensão, um enfoque de atuação, um meio e não um fim em si mesmo, uma vez que o objetivo final da gestão é a aprendizagem efetiva e significativa dos alunos, de modo que, no cotidiano que vivenciam na escola, desenvolvam as competências que a sociedade demanda, dentre as quais se evidenciam: pensar criativamente; analisar informações e proposições diversas, de forma contextualizada; expressar ideias com clareza, tanto oralmente, como por escrito; empregar a aritmética e a estatística para resolver problemas; ser capaz de tomar decisões fundamentadas e resolver conflitos, dentre muitas outras competências necessárias para a prática de cidadania responsável. Portanto, o processo de gestão escolar deve estar voltado para garantir que os alunos aprendam sobre o seu mundo e sobre si mesmos em relação a esse mundo, adquiram conhecimentos úteis e aprendam a trabalhar com informações de complexidades gradativas e contraditórias da realidade social, econômica, política e científica, como condição para o exercício da cidadania responsável.
A prática educativa não se resume nos educadores, mas num processo social envolvendo todos os agentes na busca de uma educação de qualidade. Na escola, os agentes são todos da comunidade escolar (pais, alunos, professores, funcionários, gestores...); esta instituição além de se comprometer com o conhecimento teorizado busca a formação integral, incluindo-se valores e atitudes, sentimentos e emoções. Logo, mais uma vez, mostra-se de suma importância a participação das famílias, que precisam estar cientes e acreditarem no trabalho desenvolvido pela Escola.
Na sociedade contemporânea as escolas precisam investir em práticas de gestão participativa, em técnicas motivacionais e reestruturação da instituição e dos conteúdos trabalhados como caminho eficaz para a concretização da educação para que a função da escola sobressaia e torne nossos alunos cidadãos da nossa comunidade.
São demandadas mudanças urgentes na escola, a fim de que garanta formação competente de seus alunos, de modo que sejam capazes de enfrentar criativamente, com empreendedorismoe espírito crítico, os problemas cada vez mais complexos da sociedade.
O PAPEL DA ESCOLA NA SOCIEDADE
A educação, no contexto escolar, se torna mais complexa e exige esforços redobrados e maior organização do trabalho educacional, assim como participação da comunidade na realização desse empreendimento, a fim de que possa ser efetiva, já que não basta ao estabelecimento de ensino apenas preparar o aluno para níveis mais elevados de escolaridade, uma vez que o que ele precisa é de aprender para compreender a vida, a si mesmo e a sociedade, como condições para ações competentes na prática da cidadania. E o ambiente escolar como um todo deve oferecer-lhe esta experiência.
A Escola precisa ser interessante à sua clientela, cativá-la, ser referencial e seus colaboradores devem ser capacitados e conscientes do papel de “transformadores de cidadãos”, devem repensar suas práticas, reformularem seu planejamento visando facilitar o processo de ensino e aprendizagem dos alunos e para então se empenharem em elevar o nível intelectual da escola.
A Gestão Participativa deve ser como um momento de prática coletiva e social, ou seja, um processo de participação (de todos), este deve ser claramente inserido às condições da realidade que atua. Caracteriza-se por uma ação que visa mudança nas relações de poder, transformando-as de verticais (ideológicas e coercitivas) para horizontais (dialógica e democrática), mas para isso é necessário, também, mudança de atitudes dos agentes (sujeitos) do processo. Estes se comprometem com o trabalho porque tem consciência e intenção para a ação que acreditam. Esta leitura e a vivência escolar da atualidade se fazem notória a importância do planejamento participativo, pois sem a sua atuação torna-se impossível uma gestão democrática, desejada por nós.
Para democratizar a gestão educacional é necessário que a sociedade exerça seu direito à informação e à participação, sendo que estes deveriam fazer parte dos objetivos do governo e comprometer-se, também, com a solidificação da democracia. A democratização requer da sociedade verdadeira participação na formulação e avaliação da política educacional e sob total fiscalização. Faz-se necessário envolvimento de grupos sociais nas instituições (conselho escolar, círculo de pais e mestres, grêmios...) Além de incentivar e trabalhar junto à comunidade uma gestão de qualidade requer conhecimentos sobre legislação, já mencionado, quando se falou em ensino fundamental obrigatório e gratuito para todos. Geralmente, nas escolas o conhecimento de legislação, que nas universidades e curso normal é chamado de estrutura e funcionamento do ensino, fica a cargo, exclusivamente, do corpo diretivo (Direção, Supervisão, Coordenação...), não por uma questão de possessividade, mas pelo desinteresse dos demais professores e partícipes do processo educacional.
Também, para administrar é necessário planejar, que se resume em buscar um fim através de ações. Planeja-se porque existe uma realidade a ser transformada, portanto não é algo abstrato, mas intimamente ligado ao real, ou seja, à realidade escolar. O planejamento participativo é encarado com descaso ao termo “participativo”, quer dizer que muitas vezes, ou em sua maioria, ele é apenas um slogan abstrato, facilitando a manipulação dos planejadores (dominantes) sobre os dominados, sendo esta a primeira dificuldade em executar o planejamento participativo. A segunda se refere à acomodação dos funcionários públicos que não conseguem assimilar a participação como algo do cotidiano (fora do papel). E a terceira o descrédito da população (comunidade escolar) quanto a sua força nas transformações sociais. Mas essa idéia deve ser mudada, e a comunidade deve ser chamada para este planejamento.
A cultura da nossa sociedade neoliberal visa competitividade gerando um individualismo que incentivam o indivíduo, sozinho, capaz de vencer e atingir o sucesso. Mas uma gestão democrática deve, portanto, negar estes valores, fortalecendo assim o coletivo. Tarefa árdua, mas a realidade social é evidente, mas não estática, sendo que pode ser mudada, tornado-a humanizada e solidária. È papel da escola o processo de transformação resgatada através de participação de todos, com a convicção de que podemos intervir no processo de constante reconstrução da sociedade.
OS IDEAIS DE EDUCAÇÃO E SUAS PEDAGOGIAS NA PERSPECTIVA DA GESTÃO DEMOCRÁTICA
Uma gestão democrática requer uma educação libertadora que forme sujeitos críticos e, portanto, transformadores de suas realidades por uma sociedade justa e principalmente inclusiva. A escola sob uma política de fazer valer, direitos e deveres, oportuniza o exercício de cidadania. A autonomia é o mais rico potencial que se pode oferecer ao nosso aluno “recheado” de respeito à diversidade cultural, religiosa e política, construindo valores para a formação de uma sociedade humanista. Uma gestão que fortaleça a integração escola-família-sociedade e que seja compromisso de todos no processo educativo.
O produto da educação é o ser humano, e, prepará-lo para a vida em sociedade é a principal função. O papel da escola deveria estar voltado à humanização, ao convívio em grupo, à atuação, à participação, entre outros aspectos que interaja o individuo socialmente tornam-se fundamentais. Promover este ideal educativo há necessidade da equipe estar motivada a este trabalho. Assim, o educador precisa ter motivos e vontade de trabalhar sob a ótica da habilidade social.
Quando um grupo é forte e têm objetivos comuns, visando a felicidade e o sucesso profissional como satisfação pessoal tende a fazer com que suas perspectivas individuais sejam compartilhadas para serem acrescidas no contexto da organização.
Logo, a gestão deve estabelecer uma relação escola-comunidade-professor-aluno de troca, de ajuda, com sensibilidade e engajamento, pois se as relações não forem assim, certamente os resultados esperados por esta escola não será de educação de qualidade e humanizada.



http://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/administracao/os-principais-desafios-gestor-democratico-na-atualidade.htm



Violência no ambiente escolar


Professora e psicóloga analisa a violência na escola e os reflexos na vida do docente




Por Lideli Crepaldi*


Toda semana são noticiados casos de violência nas escolas brasileiras. Infelizmente, o problema não é um exagero criado pela mídia, mas sim uma realidade enfrentada diariamente por milhares de professores das redes pública e privada.
Dentre os casos mais comuns de violência, podemos citar as ameaças feitas por alunos a professores, sobretudo a respeito de baixo rendimento escolar. Uma nota abaixo da média nem sempre é entendida como um alerta para que o aluno melhore e estude com mais afinco: para muitos estudantes, a nota é compreendida como ofensa pessoal. Alguns ficam no enfrentamento verbal, enquanto outros partem para agressão física ou danos a bens do professor, sobretudo carros (pneus furados são os relatos mais comuns). Depredações a patrimônios da escola e arrombamentos de salas também integram o vasto rol de atitudes violentas no ambiente escolar. O tipo de violência mais comum, entretanto, se dá entre os próprios estudantes.
Apesar de a violência física estampar um número muito maior de manchetes, é a violência moral que mais assusta aos professores de todos os níveis de ensino, desde o Infantil ao Superior. Xingamentos, gestos obscenos, perturbações, indisciplina. Problemas que atrapalham o andamento das atividades pedagógicas e os relacionamentos dentro da escola. Os casos de bullying – a violência moral entre os próprios alunos – também chocam educadores e familiares, inclusive ultrapassando os muros da escola e chegando ao ambiente virtual, onde situações vexatórias de alunos podem ser acessadas por qualquer pessoa.
Apontar as causas para a violência no ambiente escolar é uma tarefa árdua, que demanda uma grande quantidade de informações, estatísticas, pesquisas e, até mesmo, suposições. Problemas familiares, de relacionamento, baixa autoestima, falta de segurança, drogas, pouca participação dos familiares, exclusão social, entre outras, são algumas das possíveis origens para a violência. Na realidade, situações violentas no âmbito escolar espelham os problemas sociais e o clima violento presentes no País e no mundo.


Contudo, sabe-se que a solução para a violência não está unicamente na repressão, mas sim num projeto político-pedagógico que contemple outras instâncias além do ensino-aprendizado. É preciso envolver os familiares, a comunidade e o poder público para que o problema seja discutido e novas ações sejam planejadas para minimizar o problema. Afinal, não é somente na escola que aprendemos novos valores e perspectivas.


Uma das soluções encontradas pelas escolas é envolver, cada vez mais, os alunos em projetos fora da sala de aula, que tornem a experiência acadêmica muito mais ampla e prazerosa do que o ensino tradicional. É preciso que o professor esteja ciente de que, por vezes, se a classe vive situações conflituosas, vale mais a pena estimular uma conversa do que ministrar uma aula que não será bem aproveitada. Se o aprendizado do conteúdo é importante, fundamental mesmo é promover a criação de laços de solidariedade entre a comunidade acadêmica, fornecer subsídios para o exercício pleno da cidadania e preparar os estudantes para uma vivência ética em sociedade.

* Profª Drª Lideli Crepaldi – psicóloga e professora na Universidade de São Paulo (USP), na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) e no Centro Universitário Fundação Santo André, e sócia do SINPRO ABC





Pesquisa realizada pelo Sinpro Minas revela dados sobre condições de saúde dos professores



O Sinpro Minas divulgou, em abril, a pesquisa inédita que mapeia as condições de saúde e trabalho dos docentes da rede privada de ensino de todo o território mineiro, e revelou o elevado percentual de professores que alegam sofrer cansaços físico e mental (92,84%).


De acordo com o estudo, para 82,58% da categoria, a exigência de cumprimento de prazos é o principal motivo que torna o ambiente institucional ameaçador. Já a principal causa de desgaste entre os docentes encontra-se na relação direta entre aluno e professor, com 40, 25% das respostas.


Outro dado que preocupou o sindicato diz respeito à violência no ambiente escolar: aproximadamente 41% dos professores reclamaram que já foram agredidos ou ameaçados por alunos pelo menos uma vez.


Ainda segundo a pesquisa, há uma associação direta entre o número de alunos em sala de aula e a possibilidade de o professor apresentar problemas de saúde, como rouquidão e dores de cabeça, e um dos maiores motivos de afastamento na categoria está relacionado a dores nas pernas.


Apesar da pesquisa retratar as condições de trabalho em Minas Gerais, é possível identificar semelhanças em escolas em todos as cidades, inclusive no ABC.
Com informações do Sinpro Minas.



Comentário:

A violência assusta os docentes de uma maneira em geral causando um mal estar instalado nas escolas que se evidencia no posicionamento dos profissionais diante dos percalços diários do ambiente escolar. Estes se encontram desacreditados com sua prática e envoltos por sentimentos de impossibilidade e solidão. Portanto faz se necessário uma mudança urgente, de modo à abranger a escola como um todo. Envolvendo desde o PPP (Projeto Politico Pedagógico), passando por todo corpo docente e discente, até chegar aos pais e a comunidade, para que haja uma conscientização geral, havendo assim de fato educação e paz nas escolas para a criação de um mundo melhor para nossas crianças.

Fonte: Revista O Professor< http://www.revistaoprofessor.com.br/wordpress/?p=102> acessado em 10 de Outubro de 2016.

TRIO



Nome 1: Cristiane Barbosa Mendonça de Almeida / 14112080503

Nome 2: Lyvia Martins Braga /  14112080358 



Nome 3: Paula Simões Varandas Ruivo / 14112080343


domingo, 9 de outubro de 2016

Ensaios-PUC


          Ensaios

Ser pedagogo diante dos desafios da educação contemporânea

Flávia Maria do Nascimento
Turci Paula Amorim
Lott Gleice Campolina de Oliveira
Alice da Silva Cornélio
Juliana Rezende Gaudêncio


O cerne do processo pedagógico deve ser localizado nas experiências do prazer de estar conhecendo, nas experiências de aprendizagem que são vividas como algo que faz sentido para as pessoas envolvidas e é humanamente gostoso, embora possa implicar também árduos esforços. (BUFFON e CAVALLET, 2002)1




Ser pedagogo diante dos desafios da educação contemporânea 

  Flávia Maria do Nascimento Turci2



 Ninguém escapa da educação. Em casa, na rua, na escola, de um modo ou de muitos, todos nós envolvemos pedaços da vida com ela: para aprender, para ensinar, para aprender e ensinar. Para saber, para fazer, para ser ou para conviver, todos os dias misturamos a vida com a educação
Tendo em vista que a Pedagogia é a ciência da educação e ocorre em todos os espaços, pois é fruto da socialização, a cada dia mais a educação tem se tornado pauta em diversas discussões. Pensa-se educação como um processo de construção que integra, simultaneamente, diversos conhecimentos e promove o desenvolvimento intelectual e moral do indivíduo, sendo construído, culturalmente, a partir do contexto familiar e social. A sociedade moderna apresenta demandas de caráter social e educacional promovidas pelos efeitos do sistema capitalista e da globalização que ultrapassaram os limites formais do espaço escolar. Antes, via-se apenas a relação existente entre educação e escola; hoje, na contemporaneidade, essa visão mudou, abriu-se para o entendimento da sociedade, com um leque de possibilidades da educação também em espaços não escolares. O pedagogo, diante desse novo paradigma, numa sociedade em constante processo de transformação, é o profissional que, a cada dia mais, se enquadra para exercer essa função de transmissão do conhecimento, “ocorrendo em muitos lugares, institucionalizados ou não, sob várias modalidades.” (LIBÂNEO, 2004, p. 26). Portanto, ele precisa estar preparado para os desafios do mundo contemporâneo, sobretudo com as mudanças bruscas do sujeito social motivadas pelo surgimento das novas tecnologias e pelos efeitos da economia. Segundo Libâneo (2004, p. 28), “o mundo assiste hoje às intensas transformações, como a internacionalização da economia e as inovações tecnológicas em vários campos de saberes. Essas transformações levam à mudança no perfil desses diversos profissionais, afetando os sistemas de ensino”, sobretudo os pedagogos, que são osprofissionais diretamente ligados ao processo de disseminação das práticas pedagógicas do conhecimento. Para isso, é necessário que haja um melhor preparo na formação dos pedagogos, sobretudo nos cursos de Pedagogia oferecidos. É preciso que as instituições comecem a discutir o diálogo entre os currículos do curso que preparam os futuros profissionais e as exigências da sociedade contemporânea. Hoje, é preciso pensar, a todo o momento, que o profissional que se forma e que irá trabalhar em uma sociedade de mudanças rápidas esteja preparado para entender a educação como um fenômeno plurifacetado, portanto, é preciso abordar as questões referentes ao campo de estudo da Pedagogia, à identidade profissional e ao sistema de formação de pedagogos ainda no curso. O que vemos, muitas vezes, são profissionais que se formam totalmente despreparados, sobretudo em termos de processos que envolvem inovações tecnológicas. Independentemente do espaço em que o pedagogo irá atuar, - na escola, na empresa ou no hospital -, ele precisa entender que não é apenas necessária a utilização de aportes como computadores e tablets, é exigência fundamental para se desenvolver um excelente trabalho e permanecer no mercado. Isso se deve ao sujeito, que também mudou. O efeito acelerado da globalização e as exigências das constantes mudanças exigem que o ensino e a disseminação do conhecimento sejam mais rápidos, e o pedagogo, como o profissional ligado a essa prática, tem que estar atento e entender-se elo, pois é também um sujeito, participante e inserido nesse contexto. As discussões acerca de tantas questões que envolvem hoje o campo pedagógico e os profissionais da Pedagogia estão diretamente ligadas aos fatos sociais. Ao pensar na identidade desse profissional, é preciso entendê-lo como um sujeito que está dentro da sociedade e que é responsável pela formação de outro sujeito dentro dessa mesma sociedade - e isso se dá pela educação. No que se refere à formação desses profissionais, é preciso recorrer aos sistemas de ensino superior e analisar os conteúdos dos currículos oferecidos. Será que estão sendo oferecidas aos estudantes as possibilidades da pluralidade dos conhecimentos, a compreensão da educação e de suas facetas, as inovações tecnológicas, a orientação de como trabalhar a relação dos conhecimentos antigos com os novos e de como inserir os sujeitos que, mesmo não tendo acesso às tecnologias, estão inseridos numa sociedade de mudanças tecnológicas rápidas?
Para entender e mudar esse quadro de tantos conflitos, é preciso que nós, estudantes de Pedagogia, que sentimos em nosso dia a dia os efeitos das mudanças da sociedade, lutemos para que mudanças ocorram também no curso. Precisamos sair da zona de conforto que nos paralisa e reivindicar mudanças no processo da nossa formação, o que possível por meio de um diálogo aberto com as instituições de ensino. É preciso, portanto, que a principal mudança comece em nós, com as nossas atitudes.

Referências
BRANDÃO. Carlos Rodrigues. Educação? Educações: aprender com os índios. In: ______. O que é educação, 33. ed. São Paulo: Brasiliense, 1995, Cap. 1, p. 7-12. LIBANÊO, José Carlos. O campo do conhecimento pedagógico e a identidade profissional do Pedagogo. In: ______. Pedagogia e pedagogos para quê?. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2004, Cap. 1, p. 25-41. SOARES, Magda. Metamemória - memórias: Travessia de Uma Educadora. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2001.122 p.

Link: http://www.pucminas.br/graduacao/cursos/arquivos/ARE_ARQ_REVIS_ELETR20120521205153.pdf


Grupo: Liliane Carla da Silva - Mat.: 13112080058 
E-mail: lilianecsrj@hotmail.com
Maria Stella Santana Maranhão - Mat.: 13212080306
Joabe Santos Duarte - Mat.: 141122080360

Violência Escolar

Um lugar que deveria ser sinônimo de busca pelo conhecimento e segurança está se tornando cenário para cenas de violência. Escolas em diversas regiões do País se transformam em palco para brigas entre estudantes.

A internet e as câmeras de celulares se transformaram em ferramentas de fomento e de divulgação de confronto entre adolescentes. Com os telefones, os estudantes registram as brigas e usam portais de vídeos para divulgar as cenas captadas. Armas de fogo já aparecem em pelo menos três casos recentes.

Um dos alunos entrevistados pela reportagem do Jornal da Record informou ter visto uma briga dentro da escola em que um dos envolvidos portava um soco inglês. Segundo o adolescente, que teve a identidade preservada, o rapaz quebrou o nariz do colega, que teve de ser levado ao hospital.

Em uma escola do interior da Bahia, uma brincadeira normal entre estudantes deixou sequelas. Um dos garotos, de apenas 11 anos, escreveu o nome de um colega no caderno de uma menina da classe.

A reação do colega nocauteou o menino. Ele foi atingido no rosto por um soco. A pancada deslocou o maxilar e o deixou desacordado. Ele teve de passar por duas cirurgias, perdeu quatro kg e ficou afastado da escola.

Em Minas Gerais, um estudante que se disse alvo de bullying decidiu por um fim às brincaderas. A atitude poderia ter causado uma tragédia. Ele decidiu levar a arma do pai à escola para assustar um dos colegas, que o incomodava mais que os outro.

Ele aguardou por alguns minutos, em um corredor, a chegada do colega. Ao vê-lo, fez o disparo. Imagens registradas pela câmera de segurança da escola mostram os colegas tentando fugir do alcance do aluno.

A cena se repetiu em uma escola de Lauro de Freitas, na Bahia. Por volta das 7h, a vítima conversava com uma funcionária da escola próximo à entrada, quando um colega tirou uma arma da mochila e fez cinco disparos. O baleado foi socorrido às pressas. O pai da vítima, Elísio Jesus da Cruz, ficou indignado.

— Me sinto inseguro. Onde esse garoto arrumou essa arma? O meu não conseguiria. Nem tenho arma em casa.

O problema não atinge apenas escolas da rede pública. Um estudante também usou uma arma de fogo para, segundo ele, se proteger da agressão de colegas.

Com apenas 13 anos, o menino atirou contra o peito de um colega dois anos mais velho dentro do banheiro do colégio. A vítima foi levada em estado grave para um hospital na capital do Estado.

Na delegacia, o adolescente que fez o disparo disse que levou a arma, que era do pai, para se defender, mas afirmou que o tiro foi acidental.

O pai do menino, preso por porte ilgal de armas, disse que nunca havia usado o revóver, que mantinha em um guarda-roupa.

Quando professores viram alvo

Uma estudante ouvida pela reportagem do JR disse já ter presenciado alunos tentando agredir professores. Enquanto alguns ofendem, outros utilizam livros como arma. A violência fez com que o quadro de professores registrasse ausências.

— A gente já perdeu alguns professores aqui da escola exatamente por causa disso.

Richard Araújo, coordenador da Apeoesp (Sindicato dos Professores de Ensino do Estado de São Paulo) de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, informa que professores estão desistindo de lecionar por conta do salário e das condições apresentadas.

Para a psicopedagoga Maria Irene Maluf, o cenário alimenta a si mesmo a partir dos atos de violência assistidos pelos alunos. E o mais preocupante, na visão da especialista, é a falta de perspectiva de um fim para a situação.

— Isso é um palco que vai se movimentando. Aquele que no momento assiste [ a violência], amanhã pratica. O que hoje é vítima, amanhã pode ser o agressor e depois amanhã, ele pode ser o assistente. O problema disso é que no momento em que começa esse teatro, que é um teatro muito maldoso, a gente não sabe onde vai parar.

Determinar as causas da violência escolar é uma tarefa árdua, que requer um vasto número  de  informações e até mesmo suposições. Relacionamento familiar, baixa autoestima, falta de segurança, drogas, exclusão social... entre outras são possíveis origens da violência escolar. Na realidade, situações violentas no âmbito escolar,espelham  problemas sociais graves e o clima violento no país e no mundo.
Portanto faz-se necessário o envolvimento dos educadores, da família, da comunidade e do poder público, para que sejam discutidas e planejadas, ações que propiciem que o  ambiente escolar seja um verdadeiro campo de aprendizado para a vida em sociedade e não a propagação e a reprodução de atitudes violentas.

Referências bibliográficas:
www.revistadoprofessor.com.br
notícias.r.7.com/educação/notícias-escolas-viram-palcodevioleência-entreestudantes-ações-envolvem-atéarmasdefogo-2010828.ntml

Grupo: Luciano dos Santos Cardoso- 14112080445
           Janaina Ramos Euzébio- 14212080438
           Miria Gonçalves e Silva -14212080169


A importância da gestão participativa na vida do diretor escolar

Não existe uma receita para o perfeito funcionamento de uma gestão democrática, mas este modelo pressupõe princípios, sendo alguns deles a transparência, a participação de todos os membros do contexto escolar (equipe pedagógica, professores, alunos, pais e comunidade externa) e a valorização da subjetividade de cada membro deste contexto, por exemplo.
Apesar da gestão democrática ou participativa ser o modelo mais indicado a ser adotado e sua aplicação render ótimos frutos, ainda vemos nos dias de hoje gestores com a limitada visão de administradores, centralizando as funções escolares e desconsiderando a riqueza que possui em todo o ambiente escolar; este modelo de gestão impossibilita a construção de uma comunidade escolar crítica e que exerça seu papel cidadão, ao contrário, engessa professores, alunos e projetos.
O que fará com que determinada gestão se destaque em meio a outras será a maneira que ela lida com a potencialização das qualidades de seus educandos, a forma como propicia a participação desses alunos e o quão envolvidos esses alunos se sentem no contexto escolar, porque apesar de estarmos focados na gestão escolar, na equipe pedagógica e na administração em geral, não podemos nos esquecer do principal que é o papel do aluno nessa escola. O aluno precisa se sentir parte integrante e fundamental no processo educacional e precisa estar nele o foco de todos os projetos e ações.
Faz-se necessário um gestor completo, que se importe com a administração escolar sim, mas que saiba delegar tarefas, que forme uma equipe confiável e que sejam seus olhos pelos corredores da escola, é preciso valorizar as diferenças, proporcionar a inclusão escolar, investir em formação continuada dos profissionais da sua escola, desenvolver ações e projetos que visem realmente o desenvolvimento cognitivo, cultural e social dos alunos, etc. Segundo LÜCK (2000) é fundamental uma gestão que valorize os diferentes talentos e as responsabilidades individuais, convergindo para a responsabilidade coletiva.
Desta maneira, através do trabalho e comprometimento de todos os envolvidos no processo escolar conseguiremos transformar o ambiente e sociedade em que vivemos e exercer a verdadeira democracia.

Lyvia Martins Braga


Fonte: LÜCK, Heloisa. A escola participativa: o trabalho de gestor escolar. Rio de Janeiro, DP&A, 4ª edição 2000. A Gestão Participativa na Escola. Rio de Janeiro: Vozes, 2006



TRIO

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Nome 3: Paula Simões Varandas Ruivo / 14112080343

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Componentes do grupo:

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  • Andrea Oliveira Gomes                          - 14212080290
  • Maria Tereza Fernandes Medina             -14212080282

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